TATUÍ RELEMBRA GRANDES NOMES QUE ETERNIZARAM A FOLIA NA CIDADE

Especial celebra personagens históricos e reforça a importância do patrimônio cultural no “Tatuí Folia - Carnaval 2026”.

TATUÍ RELEMBRA GRANDES NOMES QUE ETERNIZARAM A FOLIA NA CIDADE

A Prefeitura da Estância Turística de Tatuí, por meio da Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer, prestou homenagem, durante o “Tatuí Folia - Carnaval 2026”, a personalidades que marcaram a história do Carnaval tatuiano. O especial resgatou trajetórias que ajudaram a consolidar uma das manifestações culturais mais tradicionais e queridas da Capital da Música.

Mais do que recordar momentos festivos, a iniciativa destacou cidadãos que transformaram a folia em expressão de identidade, pertencimento e valorização da cultura popular local. Entre os homenageados estão:

- Cláudia Rebouças

Ícone e verdadeiro patrimônio do Carnaval de Tatuí, trocou São Paulo pela Cidade Ternura e aqui construiu uma trajetória marcante. Estilista apaixonada, destacou-se por décadas com fantasias luxuosas, exclusivas e confeccionadas por ela mesma. Para Cláudia, a folia era sinônimo de liberdade e alegria, filosofia que expressava ao nunca repetir figurinos em seus desfiles. Acolhida pela família do carnavalesco Paulo Vagalume, despediu-se simbolicamente da vida em uma terça-feira de Carnaval, em 2023, deixando legado permanente de brilho e autenticidade na cultura local, sendo eternizada nos corações e na memória da cidade como referência e fomento cultural do Carnaval em sua homenagem.

- Benedito Sebastião Rolim (Ditinho Rolim)

Nascido em 1º de julho de 1931, em Tatuí, construiu trajetória marcada pela música e pelo carinho da comunidade. Após seu falecimento, foi homenageado com uma escultura integrada ao monumento “Os Seresteiros”, localizado na Praça Manoel Guedes (Praça do Museu). Seu nome permanece associado à memória musical e afetiva da cidade.

- Paulo Pedro Silva (Paulo Vagalume)

Figura fundamental do Carnaval e do esporte local, manteve viva a tradição carnavalesca ao organizar o tradicional “Bloco do Vagalume”, que desfilava pelos bairros celebrando a cultura popular. Seu legado permanece tanto na folia quanto na formação esportiva de gerações.

- Cecília Prestes Arruda (Cecília Prestes)

Reconhecida como eterna porta-bandeira do Carnaval tatuiano, nasceu em 15 de junho de 1939, em Itapetininga, e estabeleceu-se em Tatuí, onde se tornou referência cultural. Recebeu da Câmara Municipal o título de Cidadã Tatuiana, em reconhecimento à sua dedicação à tradição carnavalesca.

- Ana Rosalina Cruz Silva

Passista e porta-bandeira de sorriso marcante, foi símbolo de alegria e resistência. Moradora da Vila Esperança, transformou sua casa em espaço de convivência cultural, promovendo rodas de samba e bailinhos. Militante do Movimento Negro, atuou pela valorização da cultura afro-brasileira. Seu nome foi eternizado em uma sala de dança no Clube de Campo de Tatuí.

- Maria Helena Dias (Bá)

Nascida em 8 de junho de 1952, em Tatuí, destacou-se como puxadora de samba e pagode, participando ativamente dos carnavais locais e regionais. Em 1992, integrou o 1º Festival de MPB de Tatuí. Posteriormente, dedicou-se à música evangélica, dirigindo coral com cerca de 55 vozes na Igreja do Evangelho Quadrangular. Faleceu em 25 de agosto de 2003, deixando significativo legado musical.

- Reginaldo Oliveira da Silva (Régis)

Figura emblemática das décadas de 1980 e 1990, exerceu o papel de Rei Momo por 20 anos. Com carisma e entusiasmo, tornou-se símbolo da alegria carnavalesca e da celebração popular.

- Antônio José de Siqueira Vieira

Natural de Itapetininga, recebeu o título de cidadão tatuiano em 1966. Foi Rei Momo por 12 anos, a convite do então prefeito, contribuindo para fortalecer a tradição da folia. Também ficou conhecido como Papai Noel da cidade, encantando gerações. Sua importância foi eternizada com uma rua que leva seu nome no bairro Residencial Astória.

- Jorge Roberto Rizek

Nascido em Tatuí, formou-se em Turismo pela Universidade Anhembi Morumbi. Atuou como vereador, secretário de Cultura e Turismo por 16 anos e diretor de Comunicação e cerimonialista da Prefeitura. Como produtor cultural, criou eventos e espaços que movimentaram a vida social da cidade, como o tradicional Baile Vermelho e Preto, realizado desde 1980, além da criação da Feira do Doce, que se aproxima de sua 12ª edição. Há quatro décadas atua como colunista do jornal “O Progresso de Tatuí”, contribuindo para a preservação da memória cultural local.

- Cordão dos Bichos de Tatuí

Criado em 1928 por Alandin Ponce e Vicente de Almeida, o Cordão dos Bichos de Tatuí surgiu como um bloco em que participantes se fantasiavam de animais. Inicialmente com três figuras - dois cavalos e um elefante - consolidou-se como um dos maiores símbolos do patrimônio cultural da cidade. Com personagens inspirados no folclore e na fauna brasileira, confeccionados por meio da técnica de papietagem e do uso de materiais recicláveis, tornou-se presença marcante em desfiles e matinês. Atualmente, está sob a presidência de Pedro da Silva, que dá continuidade ao legado histórico da agremiação.

Relembrar essas trajetórias é valorizar o patrimônio cultural imaterial de Tatuí e reconhecer homens e mulheres que transformaram o Carnaval em expressão de identidade e tradição. No “Tatuí Folia - Carnaval 2026”, a memória também desfila, celebrando quem fez da alegria um compromisso com a cultura popular.

A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e dialoga especialmente com o ODS 10 - Redução das Desigualdades, ao reconhecer a cultura popular como espaço democrático de expressão, pertencimento e inclusão social, fortalecendo a identidade cultural e o sentimento de comunidade; e com o ODS 11 - Cidades e Comunidades Sustentáveis, ao valorizar e preservar o patrimônio cultural imaterial por meio do resgate da memória do Carnaval de Tatuí e de seus protagonistas.

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